A mulher andava.
Chinelos de dedo
Troucha de roupas na cabeça
Tijolo pedurado no pescoço e
Há na boca uma mordaça.
Que figura estranha. Ele se chocou!
Que nada essa é a carne comum das redondezas.
Mulher de pouco trato, olhos cansados, parece até que não sabe o que é dormir a semanas.
Um bruguelo de menos de dois anos a segue pela estrada.
Somente de fralda, o passo apressado e um olhar curioso.
Era seu filho.
- Mas pra onde diabos essa coitada vai? Se perguntou o homem.
Olhos marejados e distantes.
- Quantos lamentos ela traz no peito?
- Quantos desencontros à tornaram amarga? Continuou a indagar-se.
Ela ainda caminhava. Há Algum lugar ela tinha de chegar.
Ele não se conteve e perguntou: - Olhe! A senhora mesmo! Essa flor que encontrei cabe ali no seu cabelo. Posso? Pegava o seu passo.
Chinelos de dedo
Troucha de roupas na cabeça
Tijolo pedurado no pescoço e
Há na boca uma mordaça.
Que figura estranha. Ele se chocou!
Que nada essa é a carne comum das redondezas.
Mulher de pouco trato, olhos cansados, parece até que não sabe o que é dormir a semanas.
Um bruguelo de menos de dois anos a segue pela estrada.
Somente de fralda, o passo apressado e um olhar curioso.
Era seu filho.
- Mas pra onde diabos essa coitada vai? Se perguntou o homem.
Olhos marejados e distantes.
- Quantos lamentos ela traz no peito?
- Quantos desencontros à tornaram amarga? Continuou a indagar-se.
Ela ainda caminhava. Há Algum lugar ela tinha de chegar.
Ele não se conteve e perguntou: - Olhe! A senhora mesmo! Essa flor que encontrei cabe ali no seu cabelo. Posso? Pegava o seu passo.
E ela nada.
- Deixe – me acompanha-la por uns instantes?
A mulher parecia tratar – lhe com desdém.
- Ora essas, além de amordaçada ainda é surda? Retrucava o homem.
Ela continuava andando.
O homem de chapéu engraçado continuava a lhe importunar.
- Posso saber o ar da sua graça?
Ela continuava no mesmo passo, pé após pé na saga de quem tem aonde chegar.
Por fim então ele passou-lhe a frente, e a parou. O bruguelo parou também e o observou.
- Por que me ignoras? Perguntou o homem.
Ela então o olha, tira a mordaça e o responde: - De onde eu venho o destino não fala, o presente não escuta e o passado vira navalha, que de pouquinho em pouquinho rasga cada pedaço do que trago no peito.
O homem parou perplexo.
A mulher colocou a mordaça novamente e voltou a andar.
E o seu bruguelo atrás, o passo apressado pra acompanhar a mãe.
Eles sumiram no horizonte da estrada.
O homem foi embora. Mas antes, tirou um pedaço de pano do bolso e botou na boca.
Descobriu finalmente quem a amordaçava.
- Deixe – me acompanha-la por uns instantes?
A mulher parecia tratar – lhe com desdém.
- Ora essas, além de amordaçada ainda é surda? Retrucava o homem.
Ela continuava andando.
O homem de chapéu engraçado continuava a lhe importunar.
- Posso saber o ar da sua graça?
Ela continuava no mesmo passo, pé após pé na saga de quem tem aonde chegar.
Por fim então ele passou-lhe a frente, e a parou. O bruguelo parou também e o observou.
- Por que me ignoras? Perguntou o homem.
Ela então o olha, tira a mordaça e o responde: - De onde eu venho o destino não fala, o presente não escuta e o passado vira navalha, que de pouquinho em pouquinho rasga cada pedaço do que trago no peito.
O homem parou perplexo.
A mulher colocou a mordaça novamente e voltou a andar.
E o seu bruguelo atrás, o passo apressado pra acompanhar a mãe.
Eles sumiram no horizonte da estrada.
O homem foi embora. Mas antes, tirou um pedaço de pano do bolso e botou na boca.
Descobriu finalmente quem a amordaçava.
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