segunda-feira, 20 de abril de 2015

Em Silêncio

Há noites em que a angústia insiste em se pronunciar,
suas poucas palavras cortam tanto que as lágrimas incontidas 
se manifestam e rolam desinibidas por um rosto.
Lágrimas que consagram um choro, 
não apenas um choro que grita, mais rasga e lava. 
O choro que se desperta enquanto a lua míngua 
é aquele contido em silêncios que escarnam a alma, 
dilaceram os sentidos, entorpecem as vontades há uma única direção, 
querer fazer-se ouvir, ali no escuro, sozinho, mas não vazio. 
Um choro abafado do asfixiar de um travesseiro.