Há noites em que a angústia insiste em se pronunciar,
suas poucas palavras cortam tanto que as lágrimas incontidas
se manifestam e rolam desinibidas por um rosto.
Lágrimas que consagram um choro,
não apenas um choro que grita, mais rasga e lava.
O choro que se desperta enquanto a lua míngua
é aquele contido em silêncios que escarnam a alma,
dilaceram os sentidos, entorpecem as vontades há uma única direção,
querer fazer-se ouvir, ali no escuro, sozinho, mas não vazio.
Um choro abafado do asfixiar de um travesseiro.