quarta-feira, 1 de junho de 2016

Meus pêsames. Amor.

Quando eu te conheci, eu via a janela sensível da tua alma. De janela à pedra. Pedregulho. Pedregulho que é concreto. Material. Cortante.
Eu te vi partindo, se perdendo nesse mundo cruel e acreditei nas suas promessas e devaneios infinitos de que no futuro você voltaria a ser janela.
Mas você foi e foi e não voltou e me deixou sozinha na expectativa de não segurar o fardo da culpa que foi ter te deixado ir para longe. Agora? Agora somos outros. Você se tornou ninguém no agora e passou a existir só no futuro. Preso as ilusões de que eu estarei lá, tão cintilante quanto fui.
Hoje lágrimas rolam pelo meu rosto sem parar, por saber que eu te vejo louco, insano dentro do próprio egoísmo, incapaz de ver dor, fé, amor.
Vai ver isso é destino, o louco sempre esperou o momento de esquartejar o sensível e agora só sobrou a carcaça, que bate prego na estaca, mas que não sai mais do lugar.