terça-feira, 15 de junho de 2021

Tem um oco me comendo por dentro, tenho olhos pouco atentos, um vazio sedento, ando me desconhecendo.
Minhas vísceras tão em carne viva, mesmo assim parece que sentimento algum me habita. 
Entre nostalgia e anestesia, de empatia à apatia, picos de um sentir tão intenso que me pula do peito e se arremessa pela garganta, mas não saí, me engasga e volta em agonia.
Parece que fui embora e esqueci de me avisar. Vejo pedaços de mim por todo lugar, e penso ainda vale a pena lutar, e acreditar que ainda estou aqui.
Eu me digo seja forte, aguente firme, seja fraca, tudo bem chorar, seja qualquer coisa, mas seja você mulher! Mas essa mulher nem sabe mais o que quer. Eu sigo todos os meus planos de outrora, buscando reencontrar minha alma no meio dessa estrada. Buscando me sentir menos perdida e menos sozinha de mim, quero me sentir em mim.