segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Bagagem

Quero encontrar algo meu.
Muitos passam e me deixam bagagens as quais tomo por minhas e sequer questiono-me por que o faço.
Paro para pensar o que sou eu sem essas bagagens? 
Desde quando eu gosto de sertão? Eu, não o viajante?
Ou desde quando eu gosto de Indie, e música alternativa? Eu, não o viajante?
Passei bastante tempo me procurando, me perdendo e me achando em coisas, novas e autênticas...
Mas onde elas estão? Por que deixei que elas fossem embora novamente?
Por que sinto que tenho que achar as pontas de cada fio das minhas escolhas e ações e uni-las, em um macro chamado eu?
Não sei por que, mas é assim. 
Preciso achar minhas respostas dentro.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Em Silêncio

Há noites em que a angústia insiste em se pronunciar,
suas poucas palavras cortam tanto que as lágrimas incontidas 
se manifestam e rolam desinibidas por um rosto.
Lágrimas que consagram um choro, 
não apenas um choro que grita, mais rasga e lava. 
O choro que se desperta enquanto a lua míngua 
é aquele contido em silêncios que escarnam a alma, 
dilaceram os sentidos, entorpecem as vontades há uma única direção, 
querer fazer-se ouvir, ali no escuro, sozinho, mas não vazio. 
Um choro abafado do asfixiar de um travesseiro. 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Frio

O desânimo anônimo é mais difícil de lidar do que até mesmo uma grande tristeza. Esse tipo de sentimento, que não se mostra, que se camufla, é como um câncer vai se espalhando e te tomando sem que assim você note. Até que você já está imerso em algo que sequer entende. É como um sonâmbulo que caminha e age aleatoriamente sem guardar recordações do que faz. É nadar quando nem se sabe, e ver-se afundar ao passo em que desespera. Mas nem isso tem importância, não se afobe com essa leitura, por que nem mesmo ela me toca. A ausência de calor em minhas veias se conduzem ao meu coração. O desânimo seria o desamor, o desapego, um desespero omisso. Aqui você não grita, pois nem isso mais importa. 
Mariana Nascimento.