sábado, 18 de abril de 2020

Naufrágio.

Mergulhei de cabeça sem saber ao certo quais mistérios habitavam tua grandeza.
Nos repuxos do teu mar me soltei, o calor da tua água-boca desejei. E tu sendo mar me quis no teu peito a transbordar.

Em um eu já coral-são muitas cores-afetos a pulsar, e eu quis em ti me propagar. Como barco que naufraga em tu mar, com destino apenas a ancorar, não me cabia mais em ti flutuar, 

Eram minhas novas cores a te decorar, te fitando os olhos e te compondo o ar.
Tu era canto da sereia a sussurrar no pé do ouvido a me embalar:  
Deixa em mim tuas cores habitar, enquanto os sonhos em nós navegar.