Mergulhei de cabeça sem saber ao certo quais mistérios habitavam tua grandeza.
Nos repuxos do teu mar me soltei, o calor da tua água-boca desejei. E tu sendo mar me quis no teu peito a transbordar.
Em um eu já coral-são muitas cores-afetos a pulsar, e eu quis em ti me propagar. Como barco que naufraga em tu mar, com destino apenas a ancorar, não me cabia mais em ti flutuar,
Eram minhas novas cores a te decorar, te fitando os olhos e te compondo o ar.
Tu era canto da sereia a sussurrar no pé do ouvido a me embalar:
Deixa em mim tuas cores habitar, enquanto os sonhos em nós navegar.
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